
O fenômeno La Niña, conhecido pelo resfriamento das águas do oceano Pacífico, já tem data estimada para reaparecer no Brasil: entre os meses de novembro e dezembro de 2025, segundo o Climate Prediction Center/NCEP/NWS, órgão meteorológico dos Estados Unidos. A instalação da La Niña ocorrerá de forma gradual, alterando significativamente o comportamento do tempo em várias regiões do país.
El Niño e La Niña: efeitos opostos no clima brasileiro
Para compreender o impacto da La Niña, é essencial diferenciá-la do El Niño. Enquanto o El Niño aquece as águas do Pacífico equatorial, alterando a dinâmica da atmosfera e provocando secas em algumas áreas e excesso de chuva em outras, a La Niña faz justamente o oposto: resfria essas águas, influenciando o regime de chuvas e temperaturas de forma contrastante.
Consequências regionais da La Niña
Durante episódios de La Niña, o ar se torna mais úmido sobre a América do Sul, o que favorece aumento das chuvas no Norte e Nordeste do Brasil. Em contrapartida, o Sul do país tende a sofrer com secas mais frequentes e prolongadas.
No Sudeste, incluindo o litoral de São Paulo, os modelos meteorológicos ainda não apresentam consenso. Os primeiros indicativos não apontam uma anomalia clara na quantidade de chuvas. Porém, existe uma tendência de aumento de pancadas de chuva e tempestades localizadas, geralmente de curta a média duração.
Atenção especial ao inverno de 2025
Os dados mais detalhados sobre os efeitos regionais da La Niña devem surgir com a chegada do inverno, em junho, quando os modelos climáticos globais e regionais poderão traçar cenários mais definidos para o comportamento das chuvas nos demais Estados, especialmente no Centro-Oeste e no Sudeste.
Fenômenos relacionados em estudo
Além de El Niño e La Niña, pesquisadores identificaram recentemente um fenômeno “parente” desses eventos climáticos. Embora ainda em fase de estudo, essa nova variável pode ampliar o entendimento sobre as anomalias oceânicas e atmosféricas que influenciam o clima global e nacional.

