Junho começa seco, mas cenário muda no fim de semana
O mês de junho tem sido marcado por baixa precipitação em grande parte do Rio Grande do Sul, sobretudo nas regiões da Campanha, Zona Sul e fronteira Oeste, onde alguns municípios não registraram sequer 1 mm de chuva. Já a Metade Norte apresenta os maiores acumulados até agora, como em Redentora (110 mm), Santo Augusto (87 mm) e Santa Rosa (87 mm). Apesar da umidade alta em alguns dias, o predomínio de massas de ar polar limitou os volumes pluviométricos no Estado.
Frio predomina até sábado com formação de geada
Até o próximo sábado, dia 14 de junho, o tempo seco continuará prevalecendo. O ar frio e seco irá manter os índices de umidade muito baixos, favorecendo a formação de geada em áreas do interior. A presença do núcleo de ar polar manterá os dias típicos de inverno, com temperaturas baixas pela manhã e céu limpo à tarde, sem previsão de chuva significativa nesse período.
Instabilidades retornam com força no fim de semana
A mudança significativa no padrão atmosférico terá início no sábado, com a chegada de áreas de instabilidade vindas da Argentina, provocando aumento de nuvens e pancadas de chuva em várias regiões. No domingo, o tempo será instável, com possibilidade de chuva a qualquer hora do dia em todo o território gaúcho.
Este novo período de instabilidade será impulsionado por sucessivas áreas de baixa pressão e cavados em níveis médios da atmosfera, criando condições para chuvas volumosas e temporais localizados. A combinação entre o calor úmido da atmosfera baixa e o frio remanescente nas camadas superiores aumenta o risco para granizo, inclusive com possibilidade de acúmulo em algumas cidades, como já observado na semana passada.
Modelos indicam volumes elevados e frequentes de chuva
Segundo as projeções para os próximos 15 dias, tanto o modelo europeu ECMWF quanto o modelo americano GFS indicam a ocorrência de chuva frequente e significativa, com destaque para o Rio Grande do Sul, o Oeste de Santa Catarina e o Oeste do Paraná.
O modelo europeu é mais agressivo, prevendo volumes acima de 300 mm em pontos da Metade Sul e do Norte do Estado. Já o modelo GFS trabalha com acumulados máximos entre 200 mm e 250 mm, o que ainda representa um volume expressivo e com potencial de transtornos, especialmente em áreas urbanas e rurais com solo encharcado.
Nova pausa e retomada da instabilidade a partir do dia 17
A instabilidade dará uma breve trégua na segunda-feira, dia 16 de junho, quando o sol volta a predominar. No entanto, a partir do dia 17, novas áreas de instabilidade voltam a atuar sobre o Rio Grande do Sul, promovendo chuvas fortes e irregulares, com destaque para episódios localizados de temporais. A instabilidade deverá perdurar até o dia 19.
Nos dias seguintes, entre 20 e 21 de junho, o tempo apresenta melhoras pontuais com períodos de sol, mas a tendência é de que as chuvas retornem entre os dias 22 e 24, especialmente na Metade Norte, com acumulados expressivos mais uma vez projetados pelos modelos.


