Início do inverno: sexta-feira, 20 de junho, às 23h42
O inverno de 2025 começa oficialmente na sexta-feira, 20 de junho, às 23h42, pelo horário de Brasília, e já traz sinais de que será uma estação atípica em grande parte do Brasil. A previsão aponta para temperaturas médias mais elevadas, especialmente nas regiões do Paraná, Sudeste e Centro-Oeste. Segundo o meteorologista Paulo Lombardi, da Tempo OK, embora ondas de frio intensas ainda possam surgir, não devem ser frequentes.
Temperaturas acima da média na maior parte do Brasil
Durante este inverno, o cenário dominante será o de temperaturas acima da média climática. Os desvios térmicos positivos devem ser mais evidentes no Paraná, em todo o Sudeste, e no Centro-Oeste. O final da estação tende a ser ainda mais quente, influenciado por uma área de alta pressão sobre a costa do Sul e Sudeste, o que inibe a entrada de frentes frias significativas.
Os mapas da Tempo OK indicam que a maior parte do País será afetada por temperaturas muito acima da média, incluindo também partes do Nordeste e do Norte.
Frio pontual e geada no Sudeste e Centro-Oeste
Apesar da tendência de um inverno mais quente, eventos isolados de frio intenso ainda devem ocorrer. Cidades do sul de Minas Gerais, do Estado de São Paulo e do centro-sul de Mato Grosso do Sul são áreas propensas à geada quando massas de ar polar se deslocarem pelo interior do continente.
Segundo a Climatempo, ondas de frio excepcionais podem atingir até áreas do Norte do Brasil, provocando o fenômeno da friagem, comum todos os anos em Rondônia, no Acre e no sul do Amazonas.
Chuvas intensas no Norte, Nordeste e sul da Bahia
Enquanto o Centro-Sul terá clima mais seco e quente, o inverno será bastante chuvoso no extremo norte do Amazonas, em Roraima e na costa leste do Nordeste, especialmente entre Natal e o sul da Bahia. Nestas áreas, há risco elevado de alagamentos, enchentes e deslizamentos de terra por causa do excesso de precipitação.
Neutralidade no Pacífico e clima mais estável
Para este inverno de 2025, o Oceano Pacífico equatorial, especialmente nas áreas próximas à Costa do Peru, apresenta temperaturas oceânicas dentro da normalidade, indicando a ausência de fenômenos El Niño e La Niña. A Climatempo reforça que o inverno deverá ser mais próximo das médias históricas, sem grandes anomalias provocadas por esses sistemas.
Outono seco e com frio pontual: a transição para o inverno
O outono foi caracterizado por baixa umidade e chuvas irregulares. Abril foi o mês mais frio no Centro-Sul devido ao excesso de nebulosidade, enquanto maio foi mais quente, com pouca umidade e céu aberto.
Entre maio e junho, destacaram-se massas de ar polar e a atuação de frentes frias que derrubaram as temperaturas mínimas e máximas, com recordes de frio em cidades como São Paulo, Rio de Janeiro e Belo Horizonte. Em São Joaquim, na Serra Catarinense, a neve apareceu pela primeira vez no dia 29 de maio, encantando turistas e moradores.
A segunda onda de frio, ocorrida no início de junho, foi mais duradoura e com impactos mais abrangentes no Centro-Sul do País. Mesmo com esses episódios pontuais de frio intenso, a tendência dominante do inverno segue sendo de calor acima da média, pouca chuva no Centro-Oeste e Sudeste, e muita umidade no Norte e no Nordeste.


