Frente fria traz mudança brusca no tempo em Campinas e região
A frente fria que avança sobre o Sudeste do Brasil nesta semana já provoca mudança significativa no tempo em Campinas, no interior de São Paulo. Desde a manhã desta segunda-feira, 23 de junho, o tempo começou a virar com a chegada da instabilidade. A partir das próximas horas, a tendência é de queda acentuada nas temperaturas, com registro de chuva, rajadas de vento moderadas a fortes e possibilidade de recorde de frio do ano na quarta-feira.
Segundo o Cepagri da Unicamp, as primeiras pancadas de chuva já foram registradas em pontos da cidade durante a manhã, marcando o início do avanço da frente fria. A expectativa para o restante desta segunda é de novas pancadas, com potencial para tempestades localizadas, acompanhadas de raios e ventos intensos. Apesar da chegada do sistema, as temperaturas ainda permanecem relativamente elevadas ao longo do dia, com máxima prevista de 26 °C.
Terça-feira começa com frio mais intenso e pouca variação térmica
A partir da terça-feira, 24 de junho, o cenário muda drasticamente. A atuação da frente fria se intensifica, com a chegada de massa de ar polar que derruba as temperaturas na região. A mínima esperada para o amanhecer é de 8 °C, e ao longo do dia, a máxima não deve ultrapassar os 18 °C, com pouca amplitude térmica.
Quarta-feira pode registrar a manhã mais fria do ano em Campinas
A expectativa dos meteorologistas é que o frio mais rigoroso do ano atinja Campinas na madrugada de quarta-feira, 25 de junho, quando os termômetros podem despencar até os 6 °C. Até agora, o menor valor de 2025 foi de 7,1 °C, e essa nova marca pode ser superada. Apesar da madrugada gelada, o sol reaparece ao longo do dia, o que deve contribuir para elevar levemente a temperatura máxima até os 21 °C.
Fenômeno de nuvem prateleira chama atenção na região
Com a chegada da frente fria, nuvens do tipo “prateleira” foram avistadas em vários pontos da região, como Jardim Miriam, Americana, Hortolândia, Valinhos, Monte Mor, Vinhedo e Piracicaba. Segundo especialistas da Climatempo, esse tipo de formação está associada ao avanço brusco de ar frio que empurra o ar quente para cima rapidamente, criando camadas de nuvens com aparência de rolo horizontal. Esse fenômeno é visualmente impactante e costuma indicar mudança brusca nas condições do tempo, além de instabilidade atmosférica acentuada.
Afélio e fake news: frio atual não tem relação com distância da Terra ao Sol
Nos últimos dias, mensagens enganosas circularam nas redes sociais atribuindo o frio ao chamado “afélio”, ponto da órbita em que a Terra está mais distante do Sol. De acordo com o Instituto de Astronomia, Geofísica e Ciências Atmosféricas (IAG) da USP, trata-se de informação falsa. A doutora Márcia Akemi Yamasoe reforça que essa distância, que ocorre anualmente no início de julho, não afeta diretamente a temperatura do ar. O frio sentido nos últimos dias é resultado exclusivo da atuação de massas de ar frio típicas do inverno no Hemisfério Sul, e não tem relação com fenômenos astronômicos.


