
Frio intenso marca o início de julho na Serra Catarinense
O avanço de uma massa de ar polar muito seca e intensa derrubou as temperaturas em todo o planalto serrano de Santa Catarina, fazendo com que a madrugada desta terça-feira fosse uma das mais geladas do ano. O fenômeno foi mais severo em Urupema, onde rajadas de vento de até 47 km/h intensificaram a sensação térmica, levando-a ao nível extremo de -26 °C.
Meteorologistas confirmam que houve formação de flocos de neve em camadas superiores da atmosfera, mas o que predominou foi a chuva congelada, observada e validada pela Defesa Civil do Estado. Esse tipo de precipitação reforça a presença de ar gelado e úmido interagindo em altitudes mais elevadas.
O que é sensação térmica e por que foi tão baixa?
A chamada sensação térmica representa a temperatura aparente percebida pela pele, influenciada pela combinação entre temperatura real e velocidade do vento. Quando os ventos são mais fortes, o calor do corpo é dissipado mais rapidamente, ampliando a sensação de frio.
Com temperatura de -6 °C e ventos constantes de até 47 km/h, Urupema atingiu um dos valores mais extremos de sensação térmica já registrados no estado em 2025. Esse tipo de condição climática é raro, mas esperado durante ondas de frio polar intensas, típicas do inverno no planalto sul.
Confira as mínimas registradas nas últimas horas na Serra Catarinense
Além de Urupema, outras cidades da Serra de Santa Catarina também enfrentaram a madrugada gelada. Segundo dados atualizados da Epagri/Ciram, as temperaturas mínimas observadas foram:
Urupema: -6 °C
São Joaquim: -5 °C
Urubici: -4,3 °C
Esses valores ainda podem ser revisados ao longo da manhã desta terça-feira, já que o ar polar continua atuando com força na região.
Geada intensa transforma a paisagem em São Joaquim
São Joaquim, famosa pelas suas paisagens de inverno, teve a madrugada marcada por geada forte, cobrindo campos, telhados e automóveis com uma espessa camada de gelo. Imagens feitas por moradores e fotógrafos da região mostram o solo completamente esbranquiçado, o que reforça a atuação do ar frio e seco típico desta época do ano.
Este início de julho coloca a Serra Catarinense novamente no centro das atenções climáticas, com condições que lembram os invernos mais rigorosos já registrados no sul do Brasil.

