Mesmo com o céu mais aberto e a presença do sol em boa parte do dia, a temperatura em São Paulo continua baixa. Isso porque o ar frio de origem polar segue atuando na faixa litorânea do Sul e Sudeste do Brasil, trazendo ventos gelados do mar que continuam soprando sobre a Grande São Paulo.
Esse ar polar, que insiste em permanecer, impede a elevação significativa da temperatura. A sensação de leve calor só aparece quando se está diretamente sob o sol. Fora disso, dentro de casa ou em áreas sombreadas, a sensação de frio continua predominando.
Ventos mudam de direção e ajudam a aquecer as tardes
A boa notícia é que, ao longo dos próximos dias, a mudança na direção dos ventos vai permitir a entrada de massa de ar mais quente, vinda do Norte e do Nordeste do Brasil. Com isso, a tendência é de um leve aquecimento nas manhãs e tardes, embora ainda longe de se parecer com o calor típico do verão.
Essa mudança deve ser sentida aos poucos: o número de casacos pesados nas ruas tende a diminuir e as manhãs deixam de ser tão geladas quanto nos últimos dias.
Na capital paulista, as temperaturas máximas devem alcançar valores entre 24°C e 26°C. Para se ter uma ideia, nos 11 primeiros dias de julho, os termômetros quase não passaram de 23°C. Já as mínimas, que chegaram a ficar em torno dos 10°C em pelo menos seis madrugadas, devem subir para algo entre 12°C e 14°C nos próximos dias.
Inverno começou com pouco sol e casas frias
Vale lembrar que ainda estamos no início do inverno, época em que a insolação é naturalmente baixa. Desde o dia 20 de junho, data oficial do início da estação, a duração do sol ao longo do dia tem sido reduzida. Isso impacta diretamente na forma como as casas se comportam termicamente.
Na maior parte das cidades do Centro-Sul do Brasil, as construções não são projetadas para reter calor, já que o clima predominante é quente durante boa parte do ano. O resultado disso é um conforto térmico menor nos dias frios, especialmente nas primeiras semanas da estação.
Tempo seco continua e qualidade do ar preocupa
Apesar da chegada desse “calorzinho tropical”, não há previsão de chuva para os próximos dias. O tempo seco segue firme em São Paulo, o que levanta um sinal de alerta para a qualidade do ar.
Com a ausência prolongada de precipitações, os poluentes tendem a se acumular na atmosfera, principalmente nas áreas urbanas, onde a concentração de partículas costuma ser maior.


