
Nos últimos dias, muitos moradores de Curitiba têm notado um fenômeno curioso dentro de casa: paredes, janelas e até pisos com gotas de água, como se estivessem literalmente “suando”. O cenário chamou a atenção especialmente após as últimas mudanças bruscas no tempo, e tem gerado questionamentos sobre o que está por trás desse comportamento anormal dos ambientes internos.
Leonardo Furlan, meteorologista do Simepar, explica que tudo está ligado a uma combinação entre temperatura baixa acumulada nas superfícies internas das casas e a chegada de uma massa de ar quente e úmida vinda da Amazônia. “Quando as pessoas abrem as janelas pela manhã, o ar quente e carregado de umidade entra e encontra essas superfícies frias. O resultado é a condensação do vapor d’água, que se transforma em gotículas”, esclarece.
Na última semana, os termômetros em Curitiba registraram uma queda significativa. A mínima chegou a -0,3 °C na quarta-feira, mas logo depois, com a virada do tempo, a temperatura subiu rapidamente para mais de 10 °C em uma manhã chuvosa de quinta-feira. Essa oscilação térmica intensa criou um ambiente propício à condensação, especialmente dentro de residências com pouca ventilação.
A situação tem sido mais comum nas primeiras horas da manhã, quando a diferença entre a temperatura interna e externa é maior. As paredes frias funcionam como superfícies ideais para o acúmulo de umidade, gerando a impressão de que estão “transpirando”.
Amplitude térmica deve continuar no Paraná
De acordo com as previsões meteorológicas, a tendência é de que a amplitude térmica — com manhãs frias e tardes mais quentes — continue marcando o tempo em toda a região de Curitiba e em diversas partes do Paraná ao longo da quarta-feira. Esse comportamento climático instável exige atenção às mudanças repentinas de umidade e temperatura, que afetam não só a percepção térmica, mas também o conforto e o estado físico dos ambientes residenciais.

