Amanhecer gelado, tardes ensolaradas e instabilidade no litoral definem o panorama até domingo (13) em todo o país
O fim de semana no Brasil será marcado por um contraste típico do inverno: manhãs geladas em grande parte do país, especialmente no Sul, Sudeste e interior do Nordeste, e tardes de sol forte com ar seco no Centro-Oeste e Sudeste, enquanto áreas do Norte e o litoral nordestino devem seguir sob influência de chuvas isoladas.
Logo no início da manhã desta sexta-feira (11), os termômetros já despencaram em algumas regiões do Sul, com temperaturas negativas na Serra Catarinense, o que aumenta o risco de geadas. Em cidades como Campos do Jordão (SP) e Camanducaia (MG), a previsão é de mínimas em torno de 2°C. No alto da Chapada Diamantina, em Piatã (BA), os moradores também enfrentaram frio: mínima prevista de 10°C.
Nas capitais, o amanhecer foi igualmente gelado. São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte e Brasília registraram mínimas entre 11°C e 13°C, enquanto em Curitiba, uma das capitais mais frias do país, os termômetros chegaram aos 7°C, com sensação térmica ainda mais baixa.
Além do frio, nevoeiros se formaram nas primeiras horas da manhã entre o sul do Espírito Santo e o norte do Rio Grande do Sul, atingindo também São Paulo, Rio de Janeiro e Porto Alegre. Embora em muitas cidades a névoa se dissipe com o avanço do sol, há previsão de que ela permaneça por mais tempo em áreas do interior gaúcho, onde o relevo e a umidade favorecem sua persistência.
Essa nebulosidade é provocada principalmente pelos ventos úmidos vindos do oceano, que, ao encontrarem o ar frio sobre o continente, facilitam a formação de nevoeiros densos, com potencial para reduzir a visibilidade em estradas e aeroportos durante o início da manhã.
No período da tarde, o cenário muda completamente. O sol volta a predominar em grande parte do Sudeste, no Centro-Oeste e em áreas do interior nordestino, o que faz com que a umidade relativa do ar entre em declínio acentuado. Estados como São Paulo, Goiás, Mato Grosso, Tocantins e o sul do Pará devem registrar índices inferiores a 30%, com alerta para baixa umidade.
Em alguns pontos do norte de Mato Grosso do Sul e do centro-sul mato-grossense, os níveis devem ficar abaixo dos 20%, o que caracteriza condições de alerta para o ar extremamente seco, com impactos diretos no bem-estar da população e no risco de incêndios florestais.
Enquanto isso, o clima segue diferente nas regiões Norte e no litoral do Nordeste. A previsão indica chuvas persistentes em cidades como Recife e João Pessoa, provocadas pelos ventos carregados de umidade que vêm do Atlântico. No Norte, há possibilidade de trovoadas durante a tarde em Manaus, Boa Vista e Macapá, com acumulados expressivos em algumas áreas.
No fim de semana, a tendência se mantém: as manhãs continuam frias no Sul e no Sudeste, com mínimas entre 10°C e 13°C, enquanto o interior do país segue seco e ensolarado. As tardes devem ser quentes em cidades do Centro-Oeste, como Cuiabá, onde os termômetros podem atingir os 34°C tanto no sábado quanto no domingo.
Já no litoral leste do Nordeste, o tempo segue instável, com chuvas passageiras e temperaturas mais amenas. Em Salvador e Maceió, por exemplo, a máxima deve ficar entre 26°C e 27°C, com céu variando entre nublado e parcialmente encoberto.
Cheia dos rios mantém alerta para alagamentos no Amazonas
No Norte, a preocupação é ainda maior por conta da cheia persistente dos rios Negro e Solimões. O Centro Nacional de Monitoramento e Alerta de Desastres Naturais (Cemaden) manteve o alerta para risco de alagamentos em áreas urbanas e ribeirinhas, especialmente em Manaus e Parintins, onde o nível dos rios segue acima da cota de inundação severa.
Esse cenário aumenta o risco de transbordamentos em igarapés e canais urbanos, um efeito agravado pelo chamado remanso, que ocorre quando o alto volume dos grandes rios dificulta a drenagem dos cursos d’água menores. O Cemaden classifica o risco hidrológico como moderado, com atenção redobrada para populações em áreas vulneráveis.
Por fim, os dados de junho de 2025 confirmam uma tendência preocupante: foi o terceiro mês de junho mais quente já registrado no país, reforçando os impactos contínuos das mudanças climáticas sobre o regime de temperaturas e precipitações em diversas regiões do território brasileiro.


