🌧️ Clima chuvoso domina o Sul na segunda quinzena de junho
A segunda metade de junho, que começou nesta segunda-feira, 16 de junho de 2025, será marcada por um cenário contrastante entre o Sul e o Centro do Brasil, segundo análise da MetSul Meteorologia. Enquanto o frio que dominou a primeira quinzena começa a ceder, a chuva se intensifica especialmente no Rio Grande do Sul, ampliando os riscos de alagamentos e cheias de rios.
☔ Chuva excessiva no Rio Grande do Sul
A chuva será o destaque da segunda quinzena no Sul do Brasil, com volumes muito acima da média no Rio Grande do Sul, em especial nas áreas do Centro, Oeste e Sul do estado. A previsão indica que algumas cidades podem registrar de 100% a 200% da média mensal em poucos dias. Essa condição pode provocar alagamentos urbanos, inundações e subida rápida de rios, agravando o cenário hidrológico em regiões já vulneráveis.
Santa Catarina também terá chuvas acima ou próximas da média, mas com desvios menos extremos. Já o Paraná apresentará chuvas mais volumosas no Oeste e Sul, com menores acumulados no Norte e no Nordeste do estado, onde a previsão aponta precipitação abaixo da climatologia histórica.
🌤️ Tempo seco e calor no Centro-Oeste e Sudeste
Um bloqueio atmosférico manterá o tempo seco na maior parte do Sudeste e do Centro-Oeste do Brasil, o que é típico desta época do ano, marcada pela estação seca nessas regiões. Dias ensolarados e sem chuva devem predominar em grande parte de São Paulo, Minas Gerais, Goiás e Distrito Federal.
As temperaturas seguirão acima da média histórica, especialmente no Centro-Oeste, onde as máximas podem superar os 35 °C, principalmente no Mato Grosso. Em São Paulo, espera-se uma quinzena com temperaturas mais elevadas que o normal, enquanto no Rio de Janeiro, Espírito Santo e parte de Minas Gerais, os termômetros devem se manter mais próximos da média, com pequenos desvios positivos ou negativos.
🌡️ Temperatura mais amena no Sul, mas sem frio extremo
Apesar da chuva intensa, o frio perde força no Sul do Brasil nesta segunda metade do mês. As temperaturas devem ficar perto ou levemente acima da média histórica, contrastando com o padrão mais frio da primeira quinzena de junho. As áreas mais frias tendem a ser o Oeste e o Sul do Rio Grande do Sul, onde ainda pode haver dias com mínimas baixas, mas sem a frequência de marcas negativas registrada nas semanas anteriores.
🌀 Padrão atmosférico explica o contraste
Esse comportamento climático oposto entre Sul e Centro do país se deve à atuação de um bloqueio atmosférico persistente, que impede o avanço de frentes frias para o norte e mantém o sistema frontal estacionado sobre o Sul, concentrando instabilidades nessa faixa do território nacional.
A tendência, portanto, é de muita água no Sul e de calor seco no Centro e Sudeste, com impactos diretos na agricultura, nos rios e no conforto térmico da população.


