- Primeira massa de ar polar chega com força ao Sul do país
- Madrugadas congelantes: sensação térmica pode chegar a -10°C
- Geada atinge ampla área entre terça e quarta-feira
- Neve é possível, mas com menor probabilidade
- Segunda massa polar tornará o frio ainda mais duradouro
- Sul terá frio contínuo, sem alívio entre as massas de ar polar
Duas poderosas massas de ar polar estão prestes a transformar o clima do Sul do Brasil em pleno inverno de 2025, trazendo frio intenso, geada generalizada e até risco de neve em algumas localidades. O alerta vem da MetSul Meteorologia, que destaca o impacto direto nas áreas mais vulneráveis, especialmente nas regiões atingidas pelas enchentes no Rio Grande do Sul, onde milhares de pessoas ainda se encontram em abrigos.
Primeira massa de ar polar chega com força ao Sul do país
A primeira massa de ar frio, de origem polar, avança neste domingo pela Patagônia argentina, alcançando o Uruguai até o final do dia. Na segunda-feira, o ar gelado invade o Rio Grande do Sul com vento moderado a forte, provocando uma intensa queda de temperatura e sensação térmica extremamente baixa, especialmente no início da noite.
Até o final da segunda, o ar polar já terá se espalhado pelos três estados do Sul, além de alcançar o Mato Grosso do Sul, partes do Mato Grosso e o interior e sul de São Paulo.
Na terça-feira, o centro da massa polar estará sobre o Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná, influenciando também o Centro-Oeste e parte do Sudeste, incluindo o Triângulo Mineiro e o sul de Minas Gerais.
Madrugadas congelantes: sensação térmica pode chegar a -10°C
A previsão indica que terça e quarta-feira serão os dias mais frios da semana. O ar seco e o vento mais fraco vão acentuar o resfriamento noturno, especialmente nas áreas de maior altitude.
Na madrugada de quarta-feira, cidades como São Joaquim, Urupema, Bom Jardim da Serra, Vacaria, Bom Jesus e São José dos Ausentes devem registrar mínimas entre -5ºC e -8ºC. Em Porto Alegre, os termômetros devem marcar entre 5ºC e 6ºC, podendo cair para 3ºC ou menos nos bairros mais afastados e nas áreas metropolitanas, como Viamão e Alvorada.
No Paraná, o frio também será rigoroso, com temperaturas negativas esperadas no Planalto de Palmas e na Serra do Mar. Em São Paulo, a terça-feira marca o início do declínio acentuado da temperatura, com mínimas entre 1ºC e 2ºC em bairros da zona sul da capital.
Geada atinge ampla área entre terça e quarta-feira
A geada será generalizada, principalmente entre a madrugada de terça e a manhã de quarta-feira. Nos pontos mais altos da Serra Gaúcha, do Planalto Sul Catarinense e do Paraná, há risco de geada negra, especialmente devido à combinação de vento forte com temperaturas muito baixas.
Na quarta-feira, a geada poderá atingir quase todas as cidades do Sul, boa parte do interior paulista, regiões do sul do Mato Grosso do Sul e áreas do sul de Minas Gerais, incluindo municípios como Poços de Caldas e Monte Verde.
Neve é possível, mas com menor probabilidade
Apesar da força da massa de ar polar, as condições para neve são mais restritas do que no evento de final de maio, quando um ciclone costeiro favoreceu a precipitação invernal. Agora, o ciclone estará muito mais ao sul, próximo à costa da Província de Buenos Aires, o que favorece episódios de neve em regiões atípicas da Argentina e Uruguai.
No Brasil, alguns modelos sinalizam possibilidade de neve ou chuva congelada entre a noite de segunda-feira e o início da terça, principalmente nos Campos de Cima da Serra, no Planalto Sul Catarinense, no Meio-Oeste de Santa Catarina e no Paraná, nas proximidades de Palmas.
Segunda massa polar tornará o frio ainda mais duradouro
No final de junho, uma segunda e potente massa de ar polar continental deverá reforçar o frio. Com centro de alta pressão acima de 1035 hPa sobre o norte da Argentina, esse novo sistema deve alcançar o Brasil entre os dias 29 e 30 de junho e se estender até início de julho.
A chegada desta nova massa será precedida por um período de instabilidade, com chuvas volumosas no Sul do país, o que poderá agravar a situação dos rios ainda elevados.
Durante essa fase, embora as mínimas não sejam tão baixas quanto as da primeira incursão por conta da umidade, as máximas devem permanecer muito baixas, prolongando o frio intenso diurno e criando um ambiente propício para nova precipitação invernal — embora ainda seja cedo para prever com exatidão o fenômeno.
Sul terá frio contínuo, sem alívio entre as massas de ar polar
Diferente de São Paulo e do Paraná, onde haverá um breve período de aquecimento entre as duas ondas de frio, no Rio Grande do Sul e em Santa Catarina, o clima seguirá rigorosamente frio, sem trégua. A segunda massa polar chegará com instabilidade atmosférica, mantendo o clima gelado por mais uma sequência de dias, consolidando um início de inverno muito rigoroso em 2025.


