Frente fria chega com força ao Centro-Sul
Junho de 2025 será um mês de clima rigoroso em boa parte do território brasileiro, com dias frios mais frequentes, geadas recorrentes e a intensificação do ar seco em vastas áreas do interior. A previsão indica dois eventos marcantes de frio intenso, o primeiro já na primeira semana do mês, e o segundo, na última, ampliando o risco de geada em relação ao mesmo período de 2024.
A chegada do solstício de inverno em 20 de junho às 23h42 (horário de Brasília), associada ao alongamento das noites e à menor incidência de radiação solar, favorecerá o resfriamento noturno acentuado. Regiões como o Sul, Mato Grosso do Sul e São Paulo deverão registrar temperaturas abaixo da média para esta época do ano, e não se descarta a ocorrência de neve nos pontos mais elevados do Sul.
Nevoeiros matinais devem surgir com frequência, impactando estradas e aeroportos. No Sudeste e Centro-Oeste, o céu limpo permitirá perda radiativa significativa, contribuindo para madrugadas frias, mas com tardes de temperatura mais elevada.
Interior do país sob domínio da seca
O clima seco se reforçará em junho nas áreas do Sudeste, Centro-Oeste, interior do Nordeste, Tocantins, sul do Pará e norte do Paraná. A baixa umidade relativa do ar, muitas vezes entre 20% e 30%, trará impacto direto à saúde da população e às atividades agrícolas. Os dias consecutivos sem chuva serão uma constante, e quando as precipitações ocorrerem, serão rápidas e associadas à passagem de frentes frias.
No Distrito Federal, Mato Grosso, Goiás, norte de Minas Gerais, oeste da Bahia e sul do Piauí, mesmo com a presença de ar frio em parte do país, os termômetros podem registrar temperaturas bem acima da média. A combinação de céu aberto e chuvas escassas permitirá tardes quentes e madrugadas mais frescas, criando amplitudes térmicas superiores a 15 ºC em muitos locais.
Chuvas fortes no litoral do Nordeste
A faixa leste do Nordeste segue sob a influência da umidade marítima, agravada pela passagem de frentes frias. Entre Salvador e Natal, há previsão de vários episódios de chuva intensa, principalmente entre Aracaju e Natal, onde ondas de leste poderão provocar acumulados expressivos.
No litoral sul da Bahia, a junção entre frente fria e ventos oceânicos deve manter dias seguidos de precipitação volumosa, trazendo impactos urbanos e desafios ao setor agropecuário.
Regiões Norte e ZCIT em retração
O extremo norte do Brasil — abrangendo Roraima, Amapá, norte do Amazonas, Maranhão e Pará — ainda poderá registrar chuvas fortes, embora com menor frequência em comparação com os meses anteriores. Isso se deve ao afastamento gradual da Zona de Convergência Intertropical (ZCIT), que tende a reduzir o volume total de precipitações na região.
Nas demais áreas do Norte, como Acre, Rondônia, Tocantins e sul do Amazonas, o tempo seco e as altas temperaturas continuarão predominando, limitando o desenvolvimento agrícola, em especial de culturas como o milho segunda safra.
Fenômenos típicos reforçam o inverno
A presença de frentes frias continentais será recorrente no Sul e, com menor intensidade, no Sudeste e Centro-Oeste. Algumas dessas massas de ar poderão atingir até o Norte e Nordeste, espalhando ar frio por amplas regiões.
O grande destaque do mês será a amplitude térmica acentuada, um fenômeno que poderá ultrapassar 15 ºC de variação diária entre as temperaturas mínimas e máximas, exigindo atenção especial nas rotinas rurais e urbanas.


