Início do inverno e panorama geral
O inverno de 2025 começa oficialmente nesta sexta-feira, 20 de junho, às 23h42, no horário de Brasília. A nova estação não deverá seguir o estereótipo de frio intenso para a maior parte do Brasil. Segundo os meteorologistas da Tempo OK e da Climatempo, o destaque será o predomínio de temperaturas acima da média em quase todo o território nacional.
Sudeste, Centro-Oeste, parte do Nordeste, do Norte e também áreas do Sul do País devem registrar temperaturas médias elevadas, principalmente nos meses finais da estação, quando a influência de uma área de alta pressão sobre o oceano Atlântico Sul deve impedir o avanço de massas de ar frio mais persistentes.
Frio pontual, mas com possibilidade de geadas
Embora as ondas de frio não devam ser frequentes, episódios pontuais e mais intensos podem atingir até o centro do Brasil, com potencial para geadas em áreas de maior altitude e latitude, como o sul de Minas Gerais, o Estado de São Paulo e o centro-sul de Mato Grosso do Sul. Nessas regiões, a passagem de massas de ar polar pode causar quedas expressivas nas temperaturas mínimas.
A friagem, fenômeno típico do sul da Amazônia Legal, também pode ocorrer, com incursões de ar frio até o Acre, Rondônia e o sul do Amazonas, especialmente em julho.
Chuvas escassas no centro do Brasil e risco de queimadas
O inverno seco deverá predominar principalmente nas regiões Sudeste e Centro-Oeste, intensificando os alertas para baixa umidade do ar, agravando os riscos de problemas respiratórios e aumentando a vulnerabilidade a queimadas e incêndios florestais.
Por outro lado, o Norte, o Nordeste (sobretudo o litoral leste entre Natal e o sul da Bahia) e parte do Sul do País poderão registrar chuvas acima da média, elevando o risco de alagamentos, enchentes e deslizamentos de terra, especialmente em áreas urbanas e regiões montanhosas.
Inverno sem El Niño nem La Niña
A estação será marcada por um cenário de neutralidade climática, ou seja, sem a atuação do El Niño ou da La Niña. O Oceano Pacífico Equatorial, especialmente nas proximidades da Costa do Peru, deverá manter temperaturas oceânicas dentro da média histórica, o que contribui para um inverno de características mais típicas e equilibradas, sem extremos forçados por esses fenômenos.
Outono de 2025: chuvas irregulares e duas ondas de frio
O outono, que termina agora com a chegada do inverno, foi marcado por um comportamento instável nas chuvas e temperaturas bastante variáveis. O mês de março registrou o fim da influência da La Niña, com volumes pluviométricos muito abaixo da média em grande parte do País, exceto no Pará, Amazonas e Roraima.
Em abril, houve instabilidade no Sudeste e Centro-Oeste, com chuvas acima da média em estados como Mato Grosso do Sul, enquanto São Paulo, Bahia e Goiás tiveram chuvas irregulares.
Já o mês de maio foi extremamente seco, com níveis de precipitação muito abaixo da média, exceto no litoral do Nordeste e no Rio Grande do Sul, onde eventos isolados elevaram os acumulados.
Durante o outono ocorreram duas ondas de frio: a primeira no fim de maio, que trouxe neve a cidades gaúchas como São José dos Ausentes, Bom Jesus e Cambará do Sul, e a segunda, mais prolongada, em junho, que afetou capitais do Sudeste como São Paulo, Rio de Janeiro e Belo Horizonte, com recordes de frio.
As massas de ar polar, associadas às frentes frias que cruzaram o centro-sul do País, foram responsáveis pelas mínimas acentuadas e pela redução da umidade relativa do ar, especialmente entre maio e junho.


